Mulher denuncia dois conselheiros tutelares por abuso em Guabiruba
Uma senhora residente em Guabiruba já há alguns dias procurou a Polícia Civil para denunciar um abuso sexual cometido contra sua filha, sendo que o acusado é o próprio pai da menina. Após a denúncia o Conselho Tutelar foi acionado para atender o caso, e segundo a mulher foi a partir daquele instante que os problemas começaram.
O primeiro conselheiro tutelar a manter contato com a mulher foi Ademir Adolfo Lang, que supostamente segundo relato desta senhora teria lhe feito perguntas constrangedoras e afirmações que não condizem com a conduta profissional como afirmar que "o corpo dela era bem definido" e perguntar se "ela era boa de cama, e se fazia sexo oral". Esta senhora questionou o conselheiro Ademir sobre tais perguntas, e como resposta ele teria lhe afirmado de que era apenas um procedimento normal para quebrar o gelo.
Com muito constrangimento a mulher retornou a procurar o Conselho Tutelar de Guabiruba e solicitou então para que Augustinho Truppel intercedesse em seu favor, pois ela já não estava mais suportando as atitudes de Ademir Adolfo Lang. Conforme a mulher Augustinho ao invés de lhe ajudar, propôs a ela que residisse em companhia de outra mulher e que trabalhasse em uma boate. Ainda de acordo com a mulher, Augustinho teria lhe convidado para sair na companhia dele, e que ela receberia uma quantia em dinheiro.
Diante destes fatos a mulher denunciou os dois conselheiros tutelares, Ademir Adolfo Lang e Augustinho Truppel a Polícia. O conselheiro tutelar Ademir Adolfo Lang foi procurado pela reportagem da Rádio Cidade, e negou as acusações e afirmou que não houve nenhuma insinuação para a mulher. Da mesma maneira o conselheiro Augustinho Truppel nega todas as acusações feitas pela mulher.
No instante em que a reportagem foi ar nesta sexta-feira (01) no Jornal da Cidade, um homem em contato por telefone acusou o conselheiro Augustinho Truppel de ter também importunado sua filha em 2010 quando esta procurou o Conselho Tutelar para relatar que havia sido vítima de abuso sexual naquela época.
O responsável pela delegacia de Guabiruba, Américo Aurino Ferreira, encaminhou o Boletim de Ocorrência feito pela mulher para o delegado Juscelino Carlos Boss, que trata a ocorrência como importunação ofensiva ao pudor. O próximo passo é de que os acusados sejam ouvidos.
Colaboração Francisco Carlos



